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UM CORAÇÃO DE PASTOR

"Respondeu Moisés ao Senhor: Que o senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre a congregação, o qual saia diante deles e entre diante deles, e os faça sair e os faça entrar; par que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor" (Números 27:15-17).


Quando Deus avisa Moisés que ele não entrará na terra prometida, junto com o povo, Moisés pede que Deus dê um líder para o povo. E, em outras palavras, Moisés pede que esse líder seja um homem que entenda que para ministrar com eficácia, ele precisa estar em contato contínuo com aquele povo.

Moisés está dizendo: "Esse povo não precisa de um místico. Não precisa de um homem apaixonado por pesquisa (ainda que isso seja importante). Esse povo não precisa de um gerente eficiente ou com grande capacidade organizacional. Esse povo precisa de um pastor. Precisa de um homem que conheça o povo; que ministre o rebanho; que guie as ovelhas". Enfim, Moisés está dizendo que aquele povo necessitava de alguém com um coração de pastor. E Deus escolhe Josué!

Seja em que situação nós estejamos ministrando - como pastores titulares ou coadjutores; como professores da escola dominical; presidente de um grupo societário; líder de um ministério; líder de um grupo de discipulado; tesoureiro ou administrador da igreja - o primeiro alvo do nosso ministério são as pessoas (as ovelhas). Deus não nos chamou para lidar com papeis e números em primeiro lugar. Ele não nos chamou, em primeiro lugar, para desenvolver estratégias para as próximas décadas. Detalhes administrativos precisam ser trabalhados, mas eles não são o aspecto mais importante do nosso ministério. O aspecto mais importante do ministério cristão, seja qual for, é o rebanho que Deus nos confiou para cuidar.
Que no nosso ministério, cada pessoa que conosco se encontrar, possa sentir, através das nossas atitudes, que ela é importante na Igreja e no Reino. Não existem membros que não sejam importante na família de Deus.

Tenha um abençoado mês de maio - o mês da família!

Bispo João Carlos

FUNDAMENTOS DO MINISTÉRIO PASTORAL

 

Fundamentos são importantes. Alguém já disse que "para ser excelente em qualquer esporte é necessário ser bom nos fundamentos daquele esporte".
Creio que se pode dizer isso também do Ministério Pastoral. O/a pastor/a excelente dedica-se de maneira especial aos fundamentos.

Quero sugerir que esses três elementos a seguir são fundamentais na vida de todo/a pastor/a:

1. Amor a Deus:

Quando testado pelos fariseus que lhe perguntaram qual o maior mandamento na lei, Jesus foi muito claro: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento Este é o grande e primeiro mandamento" Mateus 22.37

Esse continua sendo o grande desafio para a Igreja. E quem prega ou ensina sobre o relacionamento com Deus precisa ser exemplo dessa realidade.
2. Amor pela Palavra de Deus:

O apóstolo Paulo encerra sua segunda carta ao jovem pastor Timóteo exortando-o da seguinte maneira:

"Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insista a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo..." II Timóteo 4.1-5.

A pregação da sã doutrina é uma prioridade. Portanto o/a pastor/a precisa amar a Palavra de Deus; estudá-la com afinco e pregá-la com paixão.

3. Amor pelo povo de Deus (pelo rebanho que Deus lhe confiou):

Veja a orientação do apóstolo Pedro (aquele que Jesus pediu que apascentasse suas ovelhas) dá aos pastores:

"Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória" I Pedro 5.2-5.

Você ama a Deus? Ama a Palavra de Deus? Ama o povo de Deus? Então que Deus continue a abençoá-lo/a no seu pastorado e na sua liderança na igreja.

Feliz dia do/a pastor/a metodista!

Bispo João Carlos

JESUS NOS DESAFIA EM AMOR

(Lucas 6:27-38)

 

“Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo.” (C. S. Lewis)

Você já parou para pensar que em nossas vidas diárias estamos sempre querendo levar a melhor (vantagem) sobre as situações que a vida nos impõe?

Este texto que lemos é a continuação do Sermão da Montanha. Para a visão do mundo, tudo que é dito aqui por Jesus é desvantagem para nós. Ele nos propõe atitudes, que precisamos lutar para conseguir praticá-las.

Jesus fala a uma sociedade individualista, que sempre amou fazer pelos seus, por aqueles que mais gostam e assim por diante.

O povo judeu, com todo respeito, são um dos povos mais fechados sobre a face da terra, onde sempre pensaram em fazer pelos seus, mas nunca a ideia de fazer por aquilo que é estranho ou que foge do controle deles.

E a nossa sociedade é diferente?

Estes mandamentos de Jesus são extremamente atuais para os nossos dias. Nunca fomos tão individualistas como somos hoje. Nunca estivemos tão perto (tecnologia), mas ao mesmo tempo tão afastados das pessoas.

 

Eis os desafios de Jesus para nós através do texto de Lucas.

7 AÇÕES PEDIDAS POR JESUS PARA SEREM PRATICADAS:

1ª – AMANDO-AS;

2ª – FAZENDO O BEM PARA ELAS;

3ª – ABENÇOANDO-AS;

4ª – ORANDO POR ELAS;

5ª – RETRIBUINDO O MAL COM O BEM;

6ª – SENDO GENEROSOS;

7ª – TRATANDO COMO NÓS GOSTARÍAMOS DE SERMOS TRATADOS.

 

Voltemos a pensar na frase de início de C. S. Lewis: “Se você está à procura de uma religião que o deixe confortável, definitivamente eu não lhe aconselharia o cristianismo”.

Ao mesmo tempo, pense também no que Jesus dizia a todos: “Se alguém quiser acompanhar-me, negue-se a si mesmo, tome diariamente a sua cruz e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida a perderá; mas quem perder a vida por minha causa, este a salvará. Pois que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, e perder-se ou destruir a si mesmo? (Lucas 9:23-25).

 Que possamos como igreja hoje, aceitarmos estes desafios de Jesus para as nossas vidas. E a ideia de seguirmos a Jesus, não seja por conforto, mas para fazermos a diferença na vida das pessoas através da presença desafiadora Dele em nós.

Pr. Guilherme Alves Simões

 

CONHECENDO DEUS PELA BÍBLIA

 

João Wesley acreditava ser a Bíblia a maior fonte de conhecimento e autoridade: única regra de fé e prática para o cristão. Wesley se declarava ser “homem de um só livro”. Em um dos seus sermões diz:

“A Bíblia é lâmpada para os pés do cristão, bem como, luz para todos os seus caminhos. Ele a recebe como a sua única regra do que é justo e do que é errado, de tudo aquilo que é realmente bom ou mau. Ele nada tem como bom senão aquilo que nela se contém, quer diretamente ou por simples conseqüência. Nada tem como mau senão o que ela proíbe quer claramente ou por inferência inegável. Tudo que a Escritura não proíbe nem ordena quer diretamente ou por simples conseqüência, ele crê que seja de natureza indiferente, nem bom nem mau em si mesmo. Esta é a regra total e única pela qual a sua conseqüência é dirigida em todas as coisas”.

Entendemos que Wesley:

  1. Identificava nas Escrituras a mensagem de Deus aos homens. É a revelação do propósito de Deus de restaurar plenamente tudo e todos, criatura e criação, por intermédio de Jesus Cristo, Senhor e Salvador.
  2. Reconhecia que Deus inspirou aqueles que a escrevera, assim como inspira aqueles/as que a lêem.
  3. Aconselha a meditação constante nas Escrituras para o entendimento melhor da vontade de Deus para a vida pessoal, familiar e comunitária.

Como aproveitar a leitura da Bíblia?

- Separar um tempo determinado durante o dia ou noite;

- Ler, neste tempo separado, um capítulo de um livro do Antigo Testamento e um do Novo;

- Fazer a leitura com humildade, desejando conhecer a vontade de Deus, mas também com o objetivo de praticá-la;

- Prestar atenção às doutrinas abordadas: pecado, justificação pela fé, novo nascimento, santificação interior e exterior;

- Orar antes e ao término da leitura;

- Fazer pausas durante a leitura, buscando um exame interior em confronto com a verdade expressa.

A Palavra de Deus ocupa lugar central na vida de Israel, é a fonte de conhecimento, entendimento e orientação para a caminhada do povo eleito. Muitos textos declaram a importância das escrituras (Dt 4:2; Js 1:7-8. Sl 119:105; Pv 30:5; Is 55:11).

Reconhecemos que Deus falou e continua a nos falar através das Escrituras. Ele fala de si mesmo, fala do homem e da mulher em sua jornada de fé.

Cremos que a verdadeira sabedoria bíblica não consiste em apenas acumular informações a respeito das Escrituras ou simplesmente em recitá-las, mas em praticar o que ensina.

Como Wesley, podemos conservar a centralidade da Bíblia como fonte mais importante de nosso conhecimento de Deus e nossa maior autoridade em matéria de fé.

Extraído – Revista “Em Marcha”

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