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Provações

"Foi-me bom ter eu passado pela aflição, para que aprendesse os teus estatutos" (Salmos 119:71).

Nossas lutas e provações podem nos distanciar ou nos aproximar das orientações de Deus. Para o salmista, no texto acima, suas lutas tornaram-se uma oportunidade de aproximação. Sua conclusão é que "foi bom ter passado por lutas". Veja também o versículo 67 "Antes de ser afligido, andava errado, as agora guardo a tua palavra". E o versículo 92 "Não fosse a tua lei ter sido o meu prazer, há muito já teria eu perecido na minha angústia".

Na verdade, essa mensagem é repetida muitas vezes através da bíblia. Para o apóstolo Paulo, as lutas e provações eram oportunidade para testemunhar o caráter de Cristo. Veja a sua conclusão com relação a um momento de terrível provação pela qual ele passou (II Coríntios 12:7-10).

A carta de Tiago também é repleta de textos que falam nessa direção: as lutas edificam o nosso caráter (Tiago 1:2-4); as lutas nos levam a clamar a Deus por sabedoria (1:5); as lutas podem aumentar nossa fé (1:6). Por essa razão deveríamos ter "por motivo de toda alegria" o passarmos por varias lutas (Tiago 1:2).

O fato, porém, é que dificilmente conseguimos dar "boas vindas" à experiências de lutas e provações. Nossa tendência natural é rejeitá-las porque essas experiências fazem como que nos sintamos fracos; impotentes, e isso nos incomoda. Surpreendentemente, porém, foi em um momento de completa impotência que o apóstolo Paulo ouviu a voz de Deus dizendo-lhe: "a minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza".

Que o Espírito Santo nos assista nas nossas lutas, para que possamos nos aproximar de Deus e ouvir a sua voz e as suas instruções.

Lembremo-nos das palavras de Charles H. Spurgeon: “Nenhum de nós poderá chegar à mais alta maturidade sem estar disposto a suportar o calor do verão das provações”. 
Tenha um abençoado e vitorioso mês de Julho,

 

Vocacionados sem acaso

 “Por isso, eu, o prisioneiro no Senhor, peço que vocês vivam de maneira digna da vocação a que foram chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando uns aos outros em amor, fazendo tudo para preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. (Ef. 4:1-3)

 

Uma necessidade na vida de todo o ser humano, é ter clareza de seu propósito. Pessoas sem propósito tendem a perder a perspectiva de vida, ou seja, os sonhos e os planos, o trabalho e os muitos esforços do dia a dia, perdem o sentido. Em nossa vida espiritual, isso também é uma verdade. Temos que ter clareza de nosso propósito.

Para nós, que conhecemos a Cristo, como nosso único e suficiente Salvador e Senhor, isso se manifesta na vocação a que fomos chamados a cumprir, como nos diz o apóstolo Paulo em Efésios 4:1-3. Quando olhamos o texto no original em grego, as palavras “vocação” e “chamado” tem a mesma raiz, e carregam o sentido de “aquele que recebeu o chamamento para algo ou alguma coisa”. Paulo, chega a dizer em Romanos 11:29, que os dons e a vocação de Deus são irrevogáveis. 

Mas qual é, na realidade, a vocação a que fomos chamados? Em síntese, fomos vocacionados a amar a Deus acima de todas as coisas, e ao nosso próximo como a nós mesmos na vivência prática do ide. Porque é no nosso dia a dia, no encontro com outras pessoas, tocando e sendo tocados, que demonstramos o nosso amor a Deus (pela obediência a sua vontade), e ao nosso próximo quando agimos com o outro em amor.

As qualidades que o apóstolo Paulo elenca para esse viver, são fundamentais na prática do amor ao próximo. Humildade, mansidão (força sob controle), longanimidade (paciência), são características do caráter do próprio Cristo, que fazem parte do fruto do Espírito, nos auxiliando a ter a imagem de Deus restaurada em nós (Gn 1:27). 

É interessante notar, como o apóstolo percebe a expressão dessas características na prática do “suportai-vos uns aos outros em amor” preservando a unidade do Espírito pela paz. Suportar em amor, é chorar com os que choram, se alegrar com os que se alegram, é ouvir, cuidar, zelar, dar apoio, exortar, caminhar junto, priorizar o que nos une e não o que possa nos dividir. Somos pessoas diferentes, mas amamos e buscamos o mesmo Autor e Consumador de nossa fé. Ide, portanto, e fazei discípulos!

Pra. Flávia Helbing da Rosa da Silva

 

UM CORAÇÃO DE PASTOR

"Respondeu Moisés ao Senhor: Que o senhor, Deus dos espíritos de toda a carne, ponha um homem sobre a congregação, o qual saia diante deles e entre diante deles, e os faça sair e os faça entrar; par que a congregação do Senhor não seja como ovelhas que não têm pastor" (Números 27:15-17).


Quando Deus avisa Moisés que ele não entrará na terra prometida, junto com o povo, Moisés pede que Deus dê um líder para o povo. E, em outras palavras, Moisés pede que esse líder seja um homem que entenda que para ministrar com eficácia, ele precisa estar em contato contínuo com aquele povo.

Moisés está dizendo: "Esse povo não precisa de um místico. Não precisa de um homem apaixonado por pesquisa (ainda que isso seja importante). Esse povo não precisa de um gerente eficiente ou com grande capacidade organizacional. Esse povo precisa de um pastor. Precisa de um homem que conheça o povo; que ministre o rebanho; que guie as ovelhas". Enfim, Moisés está dizendo que aquele povo necessitava de alguém com um coração de pastor. E Deus escolhe Josué!

Seja em que situação nós estejamos ministrando - como pastores titulares ou coadjutores; como professores da escola dominical; presidente de um grupo societário; líder de um ministério; líder de um grupo de discipulado; tesoureiro ou administrador da igreja - o primeiro alvo do nosso ministério são as pessoas (as ovelhas). Deus não nos chamou para lidar com papeis e números em primeiro lugar. Ele não nos chamou, em primeiro lugar, para desenvolver estratégias para as próximas décadas. Detalhes administrativos precisam ser trabalhados, mas eles não são o aspecto mais importante do nosso ministério. O aspecto mais importante do ministério cristão, seja qual for, é o rebanho que Deus nos confiou para cuidar.
Que no nosso ministério, cada pessoa que conosco se encontrar, possa sentir, através das nossas atitudes, que ela é importante na Igreja e no Reino. Não existem membros que não sejam importante na família de Deus.

Tenha um abençoado mês de maio - o mês da família!

Bispo João Carlos

FUNDAMENTOS DO MINISTÉRIO PASTORAL

 

Fundamentos são importantes. Alguém já disse que "para ser excelente em qualquer esporte é necessário ser bom nos fundamentos daquele esporte".
Creio que se pode dizer isso também do Ministério Pastoral. O/a pastor/a excelente dedica-se de maneira especial aos fundamentos.

Quero sugerir que esses três elementos a seguir são fundamentais na vida de todo/a pastor/a:

1. Amor a Deus:

Quando testado pelos fariseus que lhe perguntaram qual o maior mandamento na lei, Jesus foi muito claro: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento Este é o grande e primeiro mandamento" Mateus 22.37

Esse continua sendo o grande desafio para a Igreja. E quem prega ou ensina sobre o relacionamento com Deus precisa ser exemplo dessa realidade.
2. Amor pela Palavra de Deus:

O apóstolo Paulo encerra sua segunda carta ao jovem pastor Timóteo exortando-o da seguinte maneira:

"Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insista a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo..." II Timóteo 4.1-5.

A pregação da sã doutrina é uma prioridade. Portanto o/a pastor/a precisa amar a Palavra de Deus; estudá-la com afinco e pregá-la com paixão.

3. Amor pelo povo de Deus (pelo rebanho que Deus lhe confiou):

Veja a orientação do apóstolo Pedro (aquele que Jesus pediu que apascentasse suas ovelhas) dá aos pastores:

"Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, não por força, mas espontaneamente segundo a vontade de Deus; nem por torpe ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores sobre os que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando se manifestar o sumo Pastor, recebereis a imarcescível coroa da glória" I Pedro 5.2-5.

Você ama a Deus? Ama a Palavra de Deus? Ama o povo de Deus? Então que Deus continue a abençoá-lo/a no seu pastorado e na sua liderança na igreja.

Feliz dia do/a pastor/a metodista!

Bispo João Carlos

Pedido de Oração - Metodista Central de Londrina

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